CARGA GLICÊMICA

Entenda como esse conceito pode manter seu peso e saúde

Por Heloisa Rocha

Indice glicêmico é definido como o efeito sobre a glicemia de um determinado alimento ou refeição, em relação á um alimento- controle, que normalmente é o pão branco.

Qual a importância de se controlar o índice glicêmico ?

O que ocorre é que ao se ingerir alimentos com alto IG, o organismo libera grandes quantidades de insulina para tentar manter os níveis de glicose no sangue dentro dos limites normais. Esse aumento na produção de insulina contribui para menor saciedade após as refeições, podendo levar ao consumo excessivo de alimentos, e o indivíduo desenvolver a obesidade e, consequentemente, a piora do quadro de resistência á insulina. Essas escolhas estimulam a oxidação de gordura em detrimento ao carboidrato com consequente redução na indeposição deles no corpo e, pelo grande teor de fibras nas dietas de baixa CG, sobretudo solúveis, ´ocorre uma menor distensão gástrica e consequentemente elevação da secreção de um hormônio intestinal, chamado colecistoquinina, que por sua vez, leva a sensação de saciedade.

Além do índice, é muito importante obsevar a carga glicêmica, que é a quantidade de carboidratos ingeridos numa refeição. As fibras diminuem o Indice glicêmico por dificultarem  que o carboidrato se transforme em glicose rapidamente. Por exemplo, uma laranja com bagaço tem mais baixo indice, que um suco de laranja, por exemplo. A combinação desse mesmo suco de laranja e uma geléia é diferente do que com uma salada de legumes, por exemplo. Existem várias tabela na internet que apontam o indice glicêmico dos alimentos para consulta –  alto IG > 70 ;  médio IG 56-69 e baixo IG < 55.      

Estudos demonstram que o maior gasto calórico tem sido obtido com a dieta que restringe carboidratos. No entanto, ela foi associada a maior risco de resistência insulínica e doenças cardiovasculares. Embora um pouco menor, a alimentação com baixo carga glicêmica também mostrou-se benéfica em relação ao gasto calórico  e ainda teve efeitos positivos sobre os sintomas da sindrome metabólica, como hipertensão e colesterol elevado.

Essas considerações sugerem que uma estratégia que reduza a carga glicêmica na alimentação, e não as gorduras ou os carboidratos, é vantajosa para a manutenção do peso e para prevenção de doenças cardiovasculares.