Amores são como sapatos?!

By Tatiana Fogaça

Certa vez uma amiga me disse: “Amores são como sapatos: os melhores são os que machucam. Quanto mais nas alturas eles nos elevam, mais duro é voltar a ter os pés no chão quando a festa termina”. Será mesmo?!?! Na minha opinião, de uma modesta #sqn designer de sapatos, não é bem assim, ou melhor, não precisa ser assim…

De que adianta viver rodeada de scarpins salto 15 se eles não foram feitos para dançar a noite inteira? E a história se repete em todos os eventos: é descer do salto e andar de pés descalços sujeita a cacos de vidros no chão. Pois, é melhor correr o risco de se cortar do que parar de dançar, não é mesmo?!

Sapatos (e amores), também precisam ser uma escolha que contemple as suas características, ou melhor o seu “jeito de ser”. Os maiores são frouxos, sobra muito espaço vazio, abandonam os pés e se fazem perder pelo caminho. Os menores apertam, sufocam, fazem sangrar e causam feridas pela falta de liberdade. De ambos os jeitos, exigem cuidado demais a cada passo para evitar tropeços no primeiro paralelepípedo. Dificultam a caminhada. Tornam impossível seguir adiante.

Não adianta se contentar com o “quase serviu”. Sapatos, assim como amores, não mudam seu jeito de ser só porque nos apaixonamos por eles.

Sapatos (e amores) precisam ser confortáveis, companheiros para enfrentar a caminhada junto. Precisam nos encorajar a trilhar um caminho leve. Alguns se desgastam com o tempo, outros cedem e se rompem. Tudo bem.

A busca hoje é esta. Por sapatos e amores que não tornem difícil a nossa caminhada e que nos levem cada vez mais longe.